terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Visita à Rádio Onda Viva



Hoje, durante a tarde, visitamos a rádio Onda Viva. Tínhamos como objectivo pedir o apoio desta rádio local para a divulgação da campanha de recolha de sangue que iremos organizar no dia 26 de Fevereiro de 2010, na nossa escola (ESEQ), em colaboração com o Instituto Português do Sangue, Associação Humanitária de Dadores de Sangue da Póvoa de Varzim e grupo A. Fomos muito bem recebidos e desde logo aceitaram o nosso pedido.

Estamos assim muito agradecidos à Rádio Onda Viva.

Sónia Moreira, 15 de Dezembro de 2009

domingo, 13 de dezembro de 2009

Transplante renal em dominó juntou catorze pessoas

Tu precisas de um rim, o meu não dá para ti, mas pode dar para outro que conheça alguém com um rim que sirva para ti, quem sabe? Aconteceu em Julho, nos EUA, o maior transplante em dominó de sempre: envolveu 14 pessoas.


Na base de tudo estiveram duas coisas: a solidariedade e sete pessoas com graves doenças renais. Seis delas afro-americanas, condição que, geneticamente, os atirava para uma maior probabilidade de rejeição dos órgãos que recebessem. E cinco delas tinham um irmão, uma irmã, um primo, um marido ou um amigo dispostos a tirá-los de vez do calvário da hemodiálise. Mas não podiam, por incompatibilidade.

A equipa de Keith Melancon, director do serviço de transplante de rins e pâncreas do Hospital Universitário de Georgetowm, em Washington conseguiu cruzá-los e juntá-los a dois dadores altruístas e a dois receptores sem candidatos a doação, numa rede apelidada de "transplante em dominó", agregando pessoas mais compatíveis. Já o tinha feito previamente, mas nunca em tão larga escala.

Mas, tratando-se de afro-americanos - população em maior risco de desenvolver doença renal e anticorpos que levam à rejeição do órgão -, recorreu à técnica que tem vindo a desenvolver há um ano: a plasmaferese. Trata-se de filtrar o plasma do receptor, para reduzir ao máximo os anticorpos.

A rede começou a "tecer-se" no dia 16 de Julho. Jordan, dador altruísta, separou-se de um rim para beneficiar Elizabeth. No dia seguinte, Domenick recebeu o rim de Craig e Oluremi o de Linda, outra dadora altruísta. A 20 de Julho, era a vez de Larry, marido de Elizabeth, doar um rim a Dachia, enquanto Terry fazia o mesmo a Lori. Por fim, a 21, Jacqueline (irmã de Terry) recebia um rim de Bryan (irmão de Dachia) e Elaine (amiga de Craig) era ajudada por Shawn (primo de Domenick). Para Lori e Jacqueline, foi a terceira tentativa.

Confuso? Não. "Conseguimos verdadeiramente ver o melhor lado da humanidade, homens a ajudar homens. É realmente bonito", resume Keith Melancon, que já só tem um paciente internado. "Acho que isto é algo que nunca teríamos tentado há uns anos atrás, porque teríamos julgado que estas incompatibilidades eram inultrapassáveis", admite Jimmy Light, director do serviço de transplantes do Centro Hospitalar de Washington, que se associou ao de Georgetown para a iniciativa. "Mas agora sabemos que estas coisas são possíveis e, agora, virtualmente qualquer pessoa que traga um dador vivo pode ter um transplante".
"Dada a prevalência de factores de risco para doença renal na comunidade afro-americana, é extremamente difícil para alguém encontrar um dador com suficiente compatibilidade que se queira ou possa sujeitar" a uma doação de órgãos, garante Keith Melancon. Só a área de Washington DC tem diariamente seis mil pessoas em diálise e é palco de 200 a 250 transplantes por ano. "Se chegarem a nós com um dador voluntário, podemos usar a plasmaferese para compatibilizá-los com outra pessoa que apresente uma maior compatibilidade". E, assim, duplicar o número de transplantes anuais.


Transplante dominó envolvendo pulmão e coração

É que, das cerca de 80 mil pessoas à espera de um rim nos EUA, 36% são afro-americanos. Mas estes só conseguem receber 15% dos rins de dadores vivos disponíveis, por força das incompatibilidades. Para lá de ser de registar pela sua amplitude, o transplante em dominó realizado em Washington abre, assim, caminho à redução das disparidades raciais.

in edição on-line do Jornal de Notícias de 9 de Agosto de 2009
Vanda Craveiro, 13 de Dezembro de 2009

sábado, 12 de dezembro de 2009

Ser dador em vida

Quem pode doar órgãos em vida?

A nova lei (Lei n.º 22/2007, de 29 de Junho) permite que qualquer pessoa, como cônjuges ou amigos, seja dador de órgãos em vida, independentemente de haver relação de consanguinidade.



Doação de rins

A doação em vida de rins é a mais comum. Como o corpo tem dois rins e pode funcionar só com um, em regra um membro da família do doente pode doar o seu rim.

Doação de medula óssea

Não se trata de uma transplantação de órgãos, mas sim de células que se regeneram. Por razões de compatibilidade, a maioria dos dadores de medula óssea é constituída pelos irmãos do doente. Existe inclusive em Portugal um Registo de Dadores Voluntários de Medula Óssea - CEDACE.

Fígado e tecido pulmonar

São feitos também transplantes de fracções de fígado e tecido pulmonar provenientes de dadores vivos. Por exemplo: um fígado de um dador vivo recupera o seu tamanho normal ao fim de dois ou três meses mesmo quando lhe é extirpado oitenta por cento do seu volume.

A principal vantagem é que um órgão de um dador vivo é transplantado minutos depois de ter sido extirpado, o que se torna uma vantagem visto que certos órgãos sobrevivem poucas horas fora do corpo humano. Doar órgãos em vida é muito importante e permite salvar muitas vidas porque facilita na procura por um órgão compatível.

Verónica Cabreira, 12 de Dezembro de 2009